QUANDO DÁ O PAI...
QUANDO DÁ O FILHO...

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

Música de fundo: Anything Goes (Cole Porter)
Fonte:
http://www.worldjazz.ch/playright.htm

 

 

 

Quando dá o pai,

Ri o filho e ri o pai.

Quando dá o filho,

Chora o pai e chora o filho!1

 

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Quando não dá o pai,

Talvez ganhe o filho. Mas, perde o pai!

Quando não dá o filho,

Ganhará o pai? Mas, perde o filho!

 

 

A ausência de solidariedade

É uma incapacitante enfermidade.

Se a Primeira Lei for a despretensão,

A segunda será a fraternização.

 

Mas, para aquele que dá hipoteticamente

A Vida também será uma suposição. Somente.

Apenas os Imperativos Categóricos

Transmutarão os viveres fantasmagóricos.

 

Outra desgraça fedorenta é a vaidade,

Pois transforma o viver em uma infernalidade.

As uvas estão horrorosas, estragadas,

Verdes, pequenininhas e esbagaçadas!

 

 

Prazerosamente, fabricamos nossos fantasmas,

E sofremos com os nossos miasmas.

Depois, chorando, apelamos para Deus,

Quando deveríamos construir nosso Mestre-Deus!

 

 

Os fantasmas – fabricados por nós
com todo carinho – vão e voltam,
se modificam, tornam a se modificar,
aumentam, diminuem, tornam
a aumentar... Dão filhotes... Mas nós,
estúpida e insistentemente,
continuamos a fabricá-los!!!

 

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Nota

1. Ditado ensinado por Leon Rousso a seus filhos José Rousso e Raul Rousso. Vaidade? Avareza? Dane-se o pai? Não quero nada do meu filho? Ou tudo isso junto e mais alguma coisa? Nem os filhos nem os pais são cadilhos! Pais são filhos e filhos são pais! De qualquer forma, o ganhar e o perder são relativos.

 

Websites Consultados

http://www.escolagirassol.com.br/gi_pais_2004_3.asp

http://www.racine.ra.it/ungaretti/SeT/SeT9900/percezione/fantasma.htm

http://sitededicas.uol.com.br/fabula30a.htm