NATAL - 2005 

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

Natal não deveria dar azo a comilâncias.

Deveria ser um tempo de profunda reflexão

Sobre o porquê de cada uma e de todas as ânsias.

Mas, isto só pode ocorrer no Silêncio do Coração.

 

Natal não deveria dar azo a bebedeiras.

Quem assim procede, infecciona o Espírito do Natal

Confundindo-O com orgias e brincadeiras,

Antecipando, de certa forma, o pior do Carnaval.

 

vida não deve ser um permanente bacanal

E nem, tampouco, apenas, festejos, bailes e folias.

Mineral... Vegetal... Animal...

 

ão compreendo comilanças e comedeiras

Misturadas escandalosamente com Ave Marias,

Pois não são nem poderão ser companheiras!

 

 

 

 

Observação: Provavelmente você não apontou o mouse para o final do verso Mineral... Vegetal... Animal... no primeiro terceto deste soneto de tipo italiano. Não tinha mesmo que fazê-lo. Mas, volte lá e aponte o mouse para o espaço que existe imediatamente depois das reticências da palavra animal (na verdade, Reino Animal), leia o terceto novamente e reflita um pouquinho. Três segundos (talvez quatro) serão suficientes!

Música de fundo:
The 12 Days of Christmas

Fonte:
http://www.wrensworld.com/xmidi.htm