LUTA E ORAÇÃO

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

Música de fundo: Candle in the Wind (Elton John)

Fonte: http://meltingpot.fortunecity.com/covent/97/midi/midi1.html

 

 

O homem luta para ser feliz.

Luta... Luta... Mas continua infeliz.

Acha que encontrará a felicidade

Acumpliciando-se à 'hipoteticidade'.

 

 

Devemos lutar tão-somente pelo bem

E sempre pelo Supremo Bem.

Jamais por imperativos conjecturais,

Quimeras ou desejos contranaturais.

 

 

Muitas pessoas ficam deprimidas

Por se acharem preteridas.

Eu afirmo: bem-aventurada preterição

Que não será motivo de compensação.

 

 

Nada apagará uma falsidade;

Nada apagará uma inverdade.

Mas, não é porque o mal cause entropia

Que é um dever lutar pela neguentropia.

 

 

Não. Não aos imperativos hipotéticos1;

Sim aos imperativos categóricos2.

Não ao que represente uma injustiça;

Sim. Sim, sempre, a cega justiça.

 

 

 

 

Custe o que custar, doa a quem doer,

O compromisso do ser é com o SER.

Esse compromisso não pode ser reduzido,

Nem tampouco substituído ou abolido.

 

 

Por isso, repito de vez em quando

As palavras de Fernando:

... Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

 

 

Mesmo na Mística Trajetória

Não há escapatória:

Sacanear, humilhar, desamar e invejar

Impedirão o retorno ao Sacrossanto Lar.

 

 

Tenho andado meio angustiado,

Triste e um pouco enfadado.

Tenho visto tanta pilantragem

Que quase perco a coragem!

 

 

QUASE... Cinco letras perigosas!

Às vezes horripilantes, outras assombosas.

Mas, logo encontro meu prumo

E logo retorno ao Místico Rumo.

 

 

Nós místicos não podemos combalir,

E muito menos desistir.

Os percalços desta vida

São provas para a Eterna Vida.

 

 

Navegar... Nunca deixar de navegar;

Nem com pressa, nem com vagar.

Sofreguidão e morosidade

São sintomas de morbidade.

 

 

Há tempo para plantar

E tempo para coletar.

Há também tempo de esperar.

Mas sempre é tempo para orar.

 

Oremos:

 

Kyrie, eleison.

Kyrie, eleison.

Christe eleison.

Christe eleison.

Kyrie, eleison.

Kyrie, eleison.

 

 

_____

Notas

1. Os imperativos hipotéticos são aqueles que imprimem uma ação como meio para que algo seja obtido ou conseguido, isto é, são os conselhos e as regras da destreza. Os imperativos hipotéticos, sejam técnicos ou pragmáticos, envolvem um cálculo de custo-benefício e uma avaliação dos fins tomados por interesses. Os imperativos hipotéticos estão subordinados a uma condição: correspondem a ações como meio de evitar tal ou qual castigo, ou para obter tal ou qual recompensa ou benefício. Enunciam um mandamento subordinado a determinadas condições.

2. Os imperativos categóricos são aqueles que estabelecem ações como boas em si mesmas, ainda que não sejam causa (aparente) de nenhum resultado, e nem mesmo importam os resultados: representam tão-só a prática do bom, do belo, do justo e do bem. Os imperativos categóricos são aqueles que a razão impõe ao indivíduo sem que haja consideração prudencial das condições e/ou conveniências de seu acatamento — é um mandamento impostergável e iniludível construído pela razão prática. O imperativo categórico é a base da moralidade e foi apresentado por Kant nestes termos: Age como se a máxima de tua ação fosse para tornar-se, pela tua vontade, uma lei natural geral. O que é o mesmo que: Age de tal maneira que o motivo que te levou a agir possa ser convertido em lei universal. Ou ainda: Age de maneira que possas querer que o motivo que te levou a agir seja uma lei universal.

 

Websites Consultados

http://marcelogaluppo.sites.uol.com.br/a_segunda.htm

http://www.puc-rio.br/sobrepuc/depto/direito/revista/online/rev09_daflon.html

http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=140&sec=40

http://heasarc.gsfc.nasa.gov/images/learning_center/basic/xray/

http://www.infonet.com.br/users/gostoso/

http://www.astro.northwestern.edu/~lin/LMN/Linearized.html