UM INICIADO ROSA+CRUZ
(A Coisa é)

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

Música de fundo: (What a) Wonderful World
(George David Weiss & Bob Thiele)

Fonte: http://www.rpaige.com/midi4.htm

 

 

Eu sou um Iniciado Rosa+Cruz

Um ser racionalemocionaltransracional

Que está consciente da sua Cruz.

 

 

As misérias do Mundo me emocionam...

Choro... Sofro... E minha cabeça vira um temporal.1

Mas, minha mente não se afasta Dos Que Amam!

 

 

As crueldades e o egoísmo muito me afetam

E tenho alguns momentos de descontrole.

Agumas vezes meus sentidos embotam,

Mas jamais perdi descontroladamente o controle.

 

 

Apesar de tudo, sou um eterno otimista

E creio no homem com todos os seus defeitos.

E assim, declaro-me um Rosa+Cruz Ateísta

Que não acredita em deuses escorreitos.2

 

 

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Notas

1. Quem pode não se emocionar e não sofrer com as devastações causadas pelos tsunamis, pelos vulcões, pelos furacões, pelas enchentes, pelos incêndios e pelos terremotos? Quem pode não se comover e não chorar com as guerras e com a violência? Quem pode não se enternecer com a destruição sistemática dos diversos ecossistemas terrestres? Quem pode não se condoer com os maus tratos infligidos aos animais? Quem pode não se envergonhar com a corrupção generalizada? Et cetera... Et cetera.... Et cetera.... Et... Hoje se assiste a esses ajustes — necessários e desnecessários — (quase) em tempo real pela televisão. Quando vejo essas matérias melancólicas sofro muito e choro muito. Sei que não existem nem inocentes nem culpados; existem, sim, os mais ignorantes e os menos ignorantes. Mas, ainda assim, choro e sofro. Sou mesmo um Rosa+Cruz racionalemocionaltransracional.

2. A perfeição absoluta – escorreita, definitiva e inalterável – não pode existir; se existisse ou fosse alcançada seria estática e tenderia a involuir, porque não teria mais para onde evoluir e seria inútil e inócua como perfeição em si; se fosse estática e tendesse a involuir equivaleria a um tipo irreal de nada, ou tenderia absurdamente a retornar a um certo tipo de inexistente nada – uma espécie de não-existência inexistente. Como do nada, nada, o próprio nada, conceitualmente, para quem o desejar, pode ser entendido como alguma coisa perceptível/imperceptível que existe e não existe e que se move e não se move no seio da Coisa – que é sempre existente. Esse entendimento não acolhe a idéia de um devir em meio ao nada, nem de um nada em meio a um presumido vir-a-ser. A Coisa Toda é, sempre sendo, e o que parece estar involuindo está, na verdade, evoluindo em meio ao movimento cósmico-vibratório perpétuo e ilimitado. Por tudo isso, eu prefiro o conceito de integração-reintegração permanente = movimento. Um ente qualquer que atinja, por assim dizer, o limite superior de sua presumida e possível manifestação em uma dada Faixa Vibratória ou em um dado Plano, tenderá a mudar de Faixa Vibratória ou de Plano. Nesse momento, poderá ter início uma nova Peregrinação. Minerais... Vegetais... Animais... Homem... ... ... Ser A... Ser B... Ser C... ... ... Plano A... Plano B... Plano C... ... ... Et cetera.

Isso não significa incomunicação ou isolamento. Muito pelo contrário.  

Esta segunda nota, simbolicamente, pode ser assim resumida:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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