Rodolfo Domenico Pizzinga

Música de fundo: Freedom (Robert Miles)

Fonte: http://dimestore.esmartweb.com/midi.html

 

 

INTRODUÇÃO

 

Todas as doenças têm origem em um estado de não-perdão, afirma a psicóloga americana Louise L. Hay e autora do best seller Você Pode Curar a Sua Vida. Somos, na realidade, inteiramente responsáveis por todas as mazelas que acontecem em nossos corpos (físico, etérico etc.). Precisamos aprender que a maioria das vezes que adoecemos necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar, e, talvez, devamos começar por nós próprios, pois ninguém pode perdoar a quem quer que seja se não se perdoou primeiro. Na verdade, precisamos, mais do que perdoar, compreender; mas perdoar já é um enorme passo. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de uma dimensão na qual nem o perdão nem a compreensão aconteceram. Perdoar dissolve o ressentimento, afirma Louise. Mas, não se deve perdoar para dissolver nada, porque isso não tem o menor valor e perdão não é solvente. É igualzinho a dar esmola com o pensamento de que quem dá aos pobres empresta a Deus. Ora, Deus não precisa de empréstimo algum. Quem inventou esse ditado só podia ser um capitalista muito do sem-vergonha. Se ainda não compreendemos, devemos primeiro aprender a simplesmente perdoar; ninguém tem o direito de julgar nada nem ninguém. Já afirmei que quem julga, julga com seus critérios pessoais, não com os daquele que está sendo julgado. E mesmo que alguém alcançasse a suprema sabedoria de julgar com os critérios do outro, aí mesmo é que não julgaria nem acusaria ninguém.

Uma das primeiras coisas que a Ordem Rosacruz AMORC ensina a seus membros é que a doença é uma perturbação local ou geral do processo harmonioso e construtivo das células vivas e criadoras. Ainda que a morte seja inevitável, ela não precisa acontecer em meio à dor e ao sofrimento. Para um Místico (com M maiúscula), quando isso ocorre, há outros motivos subjacentes à própria doença. Mas, a doença é função do maior ou menor grau de  (estado de harmonia) do nosso ser total, isto é: quando aplicado aos seres humanos é o respeito ao pensamento alheio, é a busca de propósitos concordantes e é a comunhão com todos os demais seres; quando relacionado com o Cósmico representa a harmonização consciente com o Todo Universal. Variações nesses estados geram desarmonias maiores ou menores que podem produzir doenças mais ou menos complexas, agudas ou crônicas, e até, dependendo do caso, incuráveis.

A seguir estão apresentadas algumas doenças conhecidas e algumas causas prováveis. Esta lista foi elaborada pela psicóloga já citada Louise L. Hay. Eu, por diversos motivos, concordo apenas em parte com as afirmações de Louise, mas penso que seja interessante refletir sobre as conclusões a que chegou essa conhecida psicóloga. Para deixar explicitada minha parcial discordância, mas sem entrar em elaborações mais aprofundadas neste ensaio, darei apenas dois exemplos: as doenças infantis (Catapora, Sarampo, Polirradiculoneurite ou Síndrome de Guillain-Barre, Distrofia Muscular Progressiva, Pediculose, Escabiose, Piodermites, Verminoses etc.) que sob a ótica antroposófica permitem um fortalecimento no processo ascensional da maturidade da personalidade dos seres (como, na verdade, qualquer doença) e as doenças hereditárias, que não devem ser confundidas com doenças genéticas. As doenças genéticas dependem dos genes e do ambiente para se manifestar, e as doenças hereditárias dependem apenas dos genes. De qualquer forma, a quaternidade inferior do ente humano é composta de quatro corpos que deveriam estar harmonizados entre si e com todos os Reinos da Natureza. O que é irrefutável é que quando compreendermos e realizarmos que somos todos uma unidade uma grande e única célula cósmica sem espaços separativos, melhoraremos em todos os sentidos, particularmente no que concerne à nossa saúde. Todos nós, seres humanos, já fomos uma pedrinha, uma plantinha e um bichinho! Quando ultrapassarmos a etapa de homenzinhos será que nos lembraremos de que já fomos todas essas coisinhas devoradoras? Mas, há também e ainda uma ponderação que não posso deixar de fazer. Se todas as doenças têm origem em um estado de não-perdão, conforme afirma a psicóloga Louise, como explicar as doenças infectocontagiosas virais e bacterianas como por exemplo a AIDS, as Hepatites B e C, a Tuberculose, as doenças sexualmente transmissíveis (DST), a Conjuntivite e um simples resfriado? O que essas doenças têm em comum com o não-perdão? E as doenças auto-imunes (provocadas por reações do sistema imune contra os componentes do próprio organismo, ou seja, há células que são capazes de reconhecer e de atacar os próprios antígenos por perda ou falha da autotolerância)?

Bem, em um nível vibratório muito mais elevado do que este que caracteriza, em geral, a manifestação da vida na Terra, os seres não têm mais esses tipos de doenças que temos por aqui. Então, é possível que, isso considerado, a coisa toda digamos assim, radicularmente e misticamente esteja mesmo vinculada com essa categoria do não-perdão defendida pela Drª Louise. Harmonium!? É incrível, mas ainda se morre de verminose e de desnutrição na Terra! E a maioria das pessoas só pensa em acumular e aplicar o dinheiro. Isso é mesmo o inferno de Dante.

 

 

Corpo
Reino
Elemento
Físico
Mineral
Terra
Etérico
Vegetal
Água
Astral
Animal
Ar
Eu Interior
Espiritual
Fogo

 

 

 

D
AS DOENÇAS E SUAS CAUSAS
(Segundo a Drª
Louise L. Hay)

 

AMIGDALITE: Emoções reprimidas. Criatividade sufocada.

ANOREXIA: Ódio ao exterior de si mesmo.

APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.

ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.

ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.

ASMA: Sentimento contido. Choro reprimido.

BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões etc.

CÂNCER: Mágoa profunda e tristezas mantidas por muito tempo.

COLESTEROL (HIPERCOLESTEROLEMIA): Medo de aceitar a alegria.

DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.

DIABETES: Tristeza profunda.

DIARRÉIA: Medo. Rejeição. Fuga.

DOR DE CABEÇA: Autocrítica. Falta de autovalorização.

ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.

FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.

FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.

GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.

HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.

HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência à mudanças.

INSÔNIA: Medo, culpa.

LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.

MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.

NÓDULOS: Ressentimento e frustação. Ego ferido.

PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não se aceitar a si mesmo.

PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.

PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.

PRISÃO DE VENTRE: Prisão ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.

DOENÇAS PULMONARES: Medo de absorver a vida.

QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.

RESFRIADOS: Confusão mental e mágoas.

REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.

RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.

DOENÇAS RENAIS: Crítica. Desapontamento. Fracasso.

SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.

DISFUNÇÕES TIREOIDIANAS: Humilhação.

TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.

ÚLCERAS: Medo. Crença em não ser bom o bastante.

VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Eu não vou comentar mais nada. Refletir, refletir e refletir, porque emoções reprimidas, medo da vida, ódio, recusa em ver e praticar o bem, crítica, julgamentos, mágoas, tristezas etc. não podem mesmo fazer bem à saúde. Na realidade, são venenos que fabricamos e administramos a nós mesmos direta e diariamente. E, por carambola, fazemos os outros sofrer. E muito. Mas vou fazer uma afirmação (que pode ser contestada) e deixar uma pergunta no ar, que eu mesmo já discuti e respondi em ensaios anteriores. A Terra é um ser vivo. O que provocaria (ou provoca) os tsunamis, os Katrinas, os Ritas e outras catástrofes naturais? O que é certo é que não adianta escrever na janela Go Away Rita. Melhor seria escrever: Go Away Hate, Discrimination and Prejudice. E por falar em preconceito, o ensaísta e filósofo americano Henry David Thoreau (1817-1862) escreveu: It is never too late to give up your prejudices.

 

 

Um dos hinos patrióticos americanos é a música The House I Live In. Um webmaster escreveu em seu site: Lyrics for patriotic singers of all ages moving words for Americans all over the world. Logo no primeiro verso está escrito: What is America to me? ... A certain word, democracy... Mas, para concluir, pergunto: como é possível cantar e pensar em Democracia interna e esquecer a Democracia externa? Não é possível continuar a prevalecer a doutrina da truculência do façam o que eu quero e o que eu mando porque eu tenho os canhões e vou usá-los se preciso for. Está na hora (aliás, já passou da hora) de rever esse (pre)conceito político-doutrinário. Será que um dia pensaremos primeiro nos outros e depois em nós?1

Mas também não posso deixar de afirmar – e, portanto, afirmo sinceramente e do fundo do meu ser – minha inteira solidariedade ao povo americano nesta quadra dificílima de sua trajetória evolutiva. Quem sabe virão a humildade e o entendimento. Assim seja. Paz e Luz.

 

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Nota

1. Na semana retrasada, um dos porteiros (Marcelo) que trabalha no edifício em que moro (e que simplesmente adora cinema e conhece todos os filmes e todos os artistas nacionais e estrangeiros) estava muito abatido e triste. Perguntei a ele o que havia acontecido, e ele me disse que seu DVD havia quebrado e que não poderia mais ver os filmes de tanto gostava. Imediatamente encomendei pelo Shoptime (canal 31 da NET) um DVD para ele. Duas coisas não preciso dizer: a alegria do Marcelo quando recebeu o DVD (que tem, inclusive, caraoquê) e o fato de eu achar que não fiz absolutamente nada demais. Fiz porque achei que tinha que fazer e tinha dinheiro para fazer. Mas alguém que soube da rodolfice (não por mim, pois a única pessoa que sabia do fato era minha esposa, que inclusive disse que queria colaborar com R$ 50,00, e eu aceitei) comentou algo parecido: — Você deu um DVD para o porteiro? Novinho? Eu nunca vi ninguém fazer isso. Eu só disse o seguinte: — Como eu comprei uma multifuncional Lexmark anteontem, dei para o porteiro da noite (Santino) o scanner e a impressora, que foram substituídos pela Lexmark. Eu nunca vi um Rosacruz que fosse lá muito certo da bola em relação aos padrões do que a Humanidade estabelece para o que é certo e para o que é errado. E eu, como sou Rosacruz há muitos anos, estou cada vez pior. A pessoa que me censurou não disse mais nada. Bem, contei esse episódio pelos óbvios motivos educativos que o fato implica. E mais: estou escrevendo este texto com uma conjuntivite remelento-cavalar-coceguenta infernal que está sendo tratada à base de Tobrex de 3 em 3 horas. O trabalho tem que ser feito. Também contei isso pelos mesmos óbvios motivos educativos que ele implica. Quem pensa que místico não adoece e tem saúde ferro está muito enganado. Fica dodói sim. Mas só há mesmo uma coisa me chateando: na lista da Drª Louise não há uma explicação para conjuntivite. Será que é porque o indivíduo não quer ver as coisas? Não deve ser. Eu quero ver tudo. (RJ, 23/9/2005, 00:27 horas). Agora, com toda a alegria que uma conjuntivite remeleira pode oferecer, vou procurar a música mid para enfiar neste trabalho. Depois vou ver se como um miojo com banana. E amanhã, com conjuntivite ou sem 'contijunvite', vou escrever outro. Só pararei de escrever cego, morto ou se me derem ordem para parar. Passei 33 (trinta e três) anos mudo. A preparação foi longa. E se apenas uma pessoa ler um texto que escrevo, o trabalho está feito. Se ninguém ler, está feito também, porque quando se dorme, de alguma forma, aprende-se aquilo que acordado é geralmente recusado.

 

Websites Consultados

http://agorafobiadepressao.planetaclix.pt/

http://planetpatchwork.com/botm/